"Por essa vida afora hás de adorar
Lindas mulheres, talvez; em ânsia louca,
Em infinito anseio hás de beijar
Estrelas d'oiro fulgindo em muita boca!
Hás de guardar em cofre perfumado
Cabelos d'oiro e risos de mulher,
Muito beijo d'amor apaixonado;
E não te lembrarás de mim sequer!...
Hás de tecer uns sonhos delicados...
Hão de por muitos olhos magoados,
Os teus olhos de luz andar imersos!...
Mas nunca encontrarás p'la vida afora
Amor assim como este amor que chora
Neste beijo de amor que são meus versos!"
Poema de Florbela Espanca
Postado porque foi o primeiro poema que conheci, desta poetisa.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
"Quem Sabe?!..."
"Eu sigo-te e tu foges. É este o meu destino:
Beber o fel amargo em luminosa taça,
Chorar amargamente um beijo teu, divino,
E rir olhando o vulto altivo da desgraça.
Tu foges-me e eu sigo o teu olhar bendito;
Por mais que fujas sempre, um sonho há de alcançar-te
Se um sonho pode andar por todo o infinito,
De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!
Demais, nem eu talvez, perceba se o amor
É este perseguir de raiva, de furor,
Com que eu te sigo assim como os rafeiros leais.
Ou se é então a fuga eterna, misteriosa,
Com que me foges sempre, ó noite tenebrosa!
..........................................................................
Por me fugires, sim, talvez me queiras mais!"
Poema de Florbela Espanca
Postado porque hoje me sinto assim.
Beber o fel amargo em luminosa taça,
Chorar amargamente um beijo teu, divino,
E rir olhando o vulto altivo da desgraça.
Tu foges-me e eu sigo o teu olhar bendito;
Por mais que fujas sempre, um sonho há de alcançar-te
Se um sonho pode andar por todo o infinito,
De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!
Demais, nem eu talvez, perceba se o amor
É este perseguir de raiva, de furor,
Com que eu te sigo assim como os rafeiros leais.
Ou se é então a fuga eterna, misteriosa,
Com que me foges sempre, ó noite tenebrosa!
..........................................................................
Por me fugires, sim, talvez me queiras mais!"
Poema de Florbela Espanca
Postado porque hoje me sinto assim.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Esclarecendo
Em princípio, tudo o que eu postar aqui será escrito por mim, mas quem quiser pode dar isso para alguém sem os devidos créditos: eu honestamente não me importo. Mas, se eu postar algo aqui que NÃO foi escrito por mim, não se preocupem: o nome do autor ou site do qual retirei a postagem será devidamente especificado logo abaixo do poema, texto, história ou letra de música... Por agora é só. Divirtam-se, ok?
"Espero..."
No vai e vem de uma multidão que se choca e não se sente, uma multidão por demais indiferente, encontramo-nos. Você, alegre, brincalhão, desenvolto, procurava por alguém como eu: séria, mas eternamente apaixonada. Eu, cansada e insegura, procurava pelas suas maneiras gentis e pelo sorriso infantil que tão frequentemente brinca em seus lábios.
Levados pelo acaso divino, encontamos um no outro o porto seguro pelo qual estivéramos procurando durante tanto tempo. Os dias passaram lentos e alegres, risonhos. Cada manhã ao seu lado era uma nova descoberta, cada sorriso seu, um novo prazer. Cada brincadeira, cada palavra, cada suspiro... Impelidos, ainda, pelo destino cruel, separamo-nos.
Mas seu amor deixou em mim marca tão profunda que, ao ouvir a "nossa música", olho em volta, esperando, talvez, contemplar de novo o seu sorriso meigo, sua voz doce a chamar meu nome. Muito provavelmente não acontecerá. Mas eu espero... Ah, como eu espero!
Levados pelo acaso divino, encontamos um no outro o porto seguro pelo qual estivéramos procurando durante tanto tempo. Os dias passaram lentos e alegres, risonhos. Cada manhã ao seu lado era uma nova descoberta, cada sorriso seu, um novo prazer. Cada brincadeira, cada palavra, cada suspiro... Impelidos, ainda, pelo destino cruel, separamo-nos.
Mas seu amor deixou em mim marca tão profunda que, ao ouvir a "nossa música", olho em volta, esperando, talvez, contemplar de novo o seu sorriso meigo, sua voz doce a chamar meu nome. Muito provavelmente não acontecerá. Mas eu espero... Ah, como eu espero!
"Silêncio"
Silêncio. Apenas o sopro constante de sua respiração em meu pescoço e a certeza de que tudo está bem.
Logo, logo estará terminado, e diremos adeus e não mais seremos parte constante um do outro. Talvez seja o certo, talvez não. Mas é claro como água o fato de que logo chegará ao fim.
Não digo adeus, ainda, porque o calor de seu corpo junto ao meu é tentador demais e o frio desta separação é intensamente doloroso. Não. Adeus, ainda não.
Talvez nem precisemos nos despedir. Talvez a consciência precisa do que deve e irá acontecer nos forneça o consolo necessário e nem sequer precisemos dizer algo, nos ver, nos esquecer.
Talvez digamos boa-noite e amanheçamos em outras camas, outros braços. Talvez.
Por isso, meu amor, eu digo apenas, baixinho, só para você: dorme agora, anjo meu, sonha com a aurora: o amanhã ainda não nasceu.
Logo, logo estará terminado, e diremos adeus e não mais seremos parte constante um do outro. Talvez seja o certo, talvez não. Mas é claro como água o fato de que logo chegará ao fim.
Não digo adeus, ainda, porque o calor de seu corpo junto ao meu é tentador demais e o frio desta separação é intensamente doloroso. Não. Adeus, ainda não.
Talvez nem precisemos nos despedir. Talvez a consciência precisa do que deve e irá acontecer nos forneça o consolo necessário e nem sequer precisemos dizer algo, nos ver, nos esquecer.
Talvez digamos boa-noite e amanheçamos em outras camas, outros braços. Talvez.
Por isso, meu amor, eu digo apenas, baixinho, só para você: dorme agora, anjo meu, sonha com a aurora: o amanhã ainda não nasceu.
domingo, 26 de junho de 2011
Oi!
Bem vindos ao "All About You", o blog que criei para expressar meus sentimentos em forma de texto.
Espero que gostem!
Espero que gostem!
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