quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Kristen, Florbela e Agatha

Eu tenho três “amigas imaginárias”: Kristen, Florbela e Agatha.


 Kristen é a mais nova de todas. Ela diz coisas engraçadas, é um pouco tímida e meio estranha. Quando estou com medo, ela me mostra a maneira de encontrar a coragem. Quando estou preguiçosa, ele me mostra como enfrentar a preguiça.Ela não tem medo de ser quem realmente é, nem de tentar coisas novas, mesmo que não sejam muito populares. Ela não se preocupa em estar sempre bonita, com roupas legais ou penteados muito elaborados. Ela é minha adolescente.


Florbela é um pouco deprimida. Ela vive sonhando com amores que não deram certo e escreve poemas e muitos textos. Ela também é muito corajosa e sempre que pode me ensina a importância de seguir seus objetivos, quando se está seguro deles. Ela tem esperança no futuro e acredita no amor. Ela é minha adulta.


Agatha é uma senhora de 86 anos, fascinada por mistérios.  Ela adora escrever e vive me dando idéias de novas histórias (que eu jamais sigo). Ela me conta histórias belíssimas no meio da noite e jamais se assusta. Quando fico triste ou penso em desisitir, é a voz dela que me acalma e depois me dá uma bronca por ser tão tola. Ela me mostra que a vida vale a pena ser vivida independente do que aconteça, que deve ser aproveitada ao máximo. Ela é minha “senhora”.


Nenhuma delas me conheceu ou conhecerá. Mas cada uma, de uma maneira diferente, me ensinou valiosas lições. Elas são algo em que me agarrar se os dias passam com dificuldade; são motivo de alegria se me sinto triste; são a minha válvula de escape se me sinto sufocada. São a pausa necessária se estou muito agitada e são também as vozes, os olhares e as imagens tranquilas a embalar meu sono. Cada uma delas, sem saber, sem sequer desejar, contribuiu para que eu seja aquilo que sou hoje. E por isso eu lhes sou grata. Muito grata.





Texto em homenagem a Kristen Stewart, Florbela Espanca e Agatha Cristhie.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

"Doce Certeza"

"Por essa vida afora hás de adorar
 Lindas mulheres, talvez; em ânsia louca,
 Em infinito anseio hás de beijar
 Estrelas d'oiro fulgindo em muita boca!

 Hás de guardar em cofre perfumado
 Cabelos d'oiro e risos de mulher,
 Muito beijo d'amor apaixonado;
 E não te lembrarás de mim sequer!...

 Hás de tecer uns sonhos delicados...
 Hão de por muitos olhos magoados,
 Os teus olhos de luz andar imersos!...

 Mas nunca encontrarás p'la vida afora
 Amor assim como este amor que chora
 Neste beijo de amor que são meus versos!"

Poema de Florbela Espanca

Postado porque foi o primeiro poema que conheci, desta poetisa.

"Quem Sabe?!..."

"Eu sigo-te e tu foges. É este o meu destino:
 Beber o fel amargo em luminosa taça,
 Chorar amargamente um beijo teu, divino,
 E rir olhando o vulto altivo da desgraça.

 Tu foges-me e eu sigo o teu olhar bendito;
 Por mais que fujas sempre, um sonho há de alcançar-te
 Se um sonho pode andar por todo o infinito,
 De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!

 Demais, nem eu talvez, perceba se o amor
 É este perseguir de raiva, de furor,
 Com que eu te sigo assim como os rafeiros leais.

 Ou se é então a fuga eterna, misteriosa,
 Com que me foges sempre, ó noite tenebrosa!
..........................................................................
 Por me fugires, sim, talvez me queiras mais!"

Poema de Florbela Espanca

Postado porque hoje me sinto assim.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Esclarecendo

Em princípio, tudo o que eu postar aqui será escrito por mim, mas quem quiser pode dar isso para alguém sem os devidos créditos: eu honestamente não me importo. Mas, se eu postar algo aqui que NÃO foi escrito por mim, não se preocupem: o nome do autor ou site do qual retirei a postagem será devidamente especificado logo abaixo do poema, texto, história ou letra de música... Por agora é só. Divirtam-se, ok?

"Espero..."

 No vai e vem de uma multidão que se choca e não se sente, uma multidão por demais indiferente, encontramo-nos. Você, alegre, brincalhão, desenvolto, procurava por alguém como eu: séria, mas eternamente apaixonada. Eu, cansada e insegura, procurava pelas suas maneiras gentis e pelo sorriso infantil que tão frequentemente brinca em seus lábios.
 Levados pelo acaso divino, encontamos um no outro o porto seguro pelo qual estivéramos procurando durante tanto tempo. Os dias passaram lentos e alegres, risonhos. Cada manhã ao seu lado era uma nova descoberta, cada sorriso seu, um novo prazer. Cada brincadeira, cada palavra, cada suspiro... Impelidos, ainda, pelo destino cruel, separamo-nos.
 Mas seu amor deixou em mim marca tão profunda que, ao ouvir a "nossa música", olho em volta, esperando, talvez, contemplar de novo o seu sorriso meigo, sua voz doce a chamar meu nome. Muito provavelmente não acontecerá. Mas eu espero... Ah, como eu espero!

"Silêncio"

Silêncio. Apenas o sopro constante de sua respiração em meu pescoço e a certeza de que tudo está bem.
Logo, logo estará terminado, e diremos adeus e não mais seremos parte constante um do outro. Talvez seja o certo, talvez não. Mas é claro como água o fato de que logo chegará ao fim.
Não digo adeus, ainda, porque o calor de seu corpo junto ao meu é tentador demais e o frio desta separação é intensamente doloroso. Não. Adeus, ainda não.
Talvez nem precisemos nos despedir. Talvez a consciência precisa do que deve e irá acontecer nos forneça o consolo necessário e nem sequer precisemos dizer algo, nos ver, nos esquecer.
Talvez digamos boa-noite e amanheçamos em outras camas, outros braços. Talvez.
Por isso, meu amor, eu digo apenas, baixinho, só para você: dorme agora, anjo meu, sonha com a aurora: o amanhã ainda não nasceu.

domingo, 26 de junho de 2011

Oi!

Bem vindos ao "All About You", o blog que criei para expressar meus sentimentos em forma de texto.
Espero que gostem!